Definição canônica
O que é um espelho?
Na Sensus, o espelho é uma devolução organizada do que apareceu ao longo do período.
Ele não interpreta, não diagnostica e não conclui. Apenas devolve, com forma, aquilo que esteve presente.
Definição
Uma devolução organizada do período vivido.
Na Sensus, o espelho é a forma como o período vivido volta para a pessoa com alguma organização.
Ele existe para transformar registros dispersos numa imagem reconhecível do que apareceu ao longo do tempo.
Limites
O que o espelho não é.
O espelho não é análise.
Não é laudo.
Não é diagnóstico.
Não é explicação do comportamento.
Não diz o que aquilo significa sobre a pessoa.
O seu papel não é interpretar. É devolver.
Conteúdo
O que o espelho mostra.
O espelho pode mostrar:
- o que voltou a aparecer
- o que foi marcado como importante
- o que ganhou forma ao longo do período
Mas ele faz isso sem transformar a experiência em leitura clínica automatizada.
Por que importa
Por que o espelho existe.
Um registro sem devolução tende a parecer esforço.
O espelho existe para que o vivido não dependa apenas da memória tardia para voltar a existir.
Ele dá forma ao que apareceu, sem invadir o que ainda não deve ser concluído.
Esclarecimentos
O espelho interpreta o que a pessoa viveu?
Não. O espelho apenas devolve, com forma, o que apareceu ao longo do período. Não interpreta, não explica e não conclui.
O espelho mostra conteúdo bruto ao terapeuta?
Não. Se houver autorização, o terapeuta recebe organização do período — temas, intensidades, marcações. Nunca o conteúdo bruto nem as palavras exatas.
O espelho é uma análise?
Não. O espelho não é análise, laudo, diagnóstico ou explicação do comportamento. É uma devolução organizada do que foi vivido.